Máscaras, pandemia e etiqueta: um acessório, uma crise e boas maneiras

Máscaras, pandemia e etiqueta: um acessório, uma crise e boas maneiras

Notícia veiculada no Portal Negócios Pro Br. Clique aqui para conferir a original

Antes restrito aos ambientes relativos à saúde, esse equipamento de proteção individual agora passa a gerar dúvidas sobre quando ser usado, retirado, exigido ou flexibilizado

Com a pandemia da COVID-19, várias coisas se alteraram em nossa rotina, isso, todos podemos perceber a olhos nus e em todos os lugares. O uso da máscara é um exemplo emblemático da época que estamos atravessando. Até então, o acessório fazia parte da rotina de bio-segurança apenas em ambientes hospitalares, consultórios médicos, odontológicos e também em casos graves de saúde. Agora, nesse 2020 que se desenhou atípico, passou a fazer parte do cotidiano – da ida ao supermercado, a vida social e inclusive no escritório.

Ela foi adotada após indicação dos órgãos de saúde competentes, como uma das principais medidas de prevenção, não apenas individual, mas também como ferramenta de contenção  da disseminação da doença em massa, se tornando, consequentemente, de uso obrigatório em espaços públicos.

E agora, com a reabertura, aonde ficam as máscaras?

Após o período de isolamento decretado, em sua forma mais restrita, que ficou conhecida como  “lockdown”, e que tirou as pessoas das ruas e da maioria de suas atividades presenciais, agora, a pauta da vez é a reabertura gradativa. Com essa transição, muitas são as dúvidas quanto a conduta do uso das máscaras.

Para além dos muros de hospitais e consultórios, esse “EPI” (equipamento de proteção individual)  transcende o seu já conhecido contexto, como parte do uniforme dos profissionais de saúde, passando a integrar o “look do dia” em todas as profissões. Mas não fomos treinados para isso. Daí, surgem os questionamentos, listei a seguir as principais dúvidas que venho recebendo sobre o tema.

Quando usar e quando não usar a máscara?

Se tratando de saúde e controle da pandemia, a ordem continua explicita: manter as máscaras colocadas no rosto em 100% do tempo enquanto estiver em locais públicos. Mas, o que fazer quando não estou em um lugar público? E se encontro alguém, seja em um lugar público, ou mesmo privado, e que não esteja usando a máscara, o que fazer?

As respostas para todas as questões acima podem ser sintetizadas em um conselho simples, porém eficaz : aja com respeito ao próximo e se proteja. Porém, se estiver em um espaço público e existirem pessoas que não estão respeitando as regras, o mais indicado, sem dúvidas é se afastar. 

Caso não seja possível sair de imediato, peça de forma educada e cortês para que a pessoa coloque a máscara. Caso não aceite, cabe a você decidir se prefere permanecer no local ou não. Aqui, a questão é pesar a real importância de estar no ambiente. Mas lembre-se, não cabe nunca tentar dar “lição de moral”.  Afinal, está explícito em todos os meios de comunicação oficiais a importância do uso das máscaras faciais e se a pessoa não está usando, foi por uma escolha deliberada dela, não por falta de informação.

Se estiver em um elevador onde as pessoas não estejam usando máscaras, saia e apenas espere o próximo. No caso do motorista de  táxi, ou carro de aplicativo, que se recuse a usar máscara, saia e peça outro. Se estiver em uma loja, restaurante ou outro estabelecimento comercial em que os funcionários não estejam equipados com máscaras, ou mesmo em que não seja solicitado aos consumidores que façam uso, saia e comunique o ocorrido ao atendimento ao cliente.

Não adianta discutir com as pessoas, o caminho é sempre comunicar ao responsável do local. No caso de ser o próprio responsável a desrespeitar as regras, então, vale menos ainda o bate-boca. Saia e veja a melhor forma de substituir a sua ida àquele local, seja para a compra do produto ou contratação do serviço.

Ih, esqueci de por a máscara e me barraram. O que eu faço?

Se acontecer de você ser a pessoa que está sem máscara em um local público e acabar sendo “barrado”, apenas respeite e acate. Pois, existem regras claras que você estará quebrando e consequentemente, colocando não  só a sua saúde mas a de outras pessoas em risco. Seja consciente e cumpra a regra estabelecida, nada pode ser mais elegante e educado.

Vou receber amigos em casa, fico de máscara?

No momento de receber alguém em casa, cabe ao anfitrião decidir se vai usar ou não a máscara, já que estará dentro da sua casa. Porém, cabe aqui, e sempre, a empatia e a responsabilidade, caso a outra pessoa decida não tirar a própria máscara.

Se o seu convidado pedir para você colocar a máscara, mesmo estando dentro da sua casa, seja gentil e respeite o pedido dele. São regras aparentemente simples, mas que na verdade, são algumas das primícias do receber bem: agir sempre evitando, de todas as formas, constranger os seus convidados.

Deixe uma resposta